Manifesto: O Brasil e a Democracia – Grupo Filósofos do ano
2000 de Belo Horizonte
Atualização agosto/2006
Site www.democracyandpeace.com E Mail contact@democracyandpeace.com
Vídeo exibido no
Jornal da Rede Globo - Bom Dia Brasil. Clique aqui para visualizar.
Preâmbulo
Ou o Brasil e o povo brasileiro acabam com a
falta de ética e de moral da classe política ou a falta de ética e de moral da
classe política acaba com o Brasil e o povo brasileiro.
Num barco que afunda ninguém é espectador:
ratos, gatos e homens de bem têm o mesmo destino.
Sem esclarecer o
dilema de o Brasil ser ou não ser um país democrático e do porquê o Brasil é um
país subdesenvolvido, os políticos continuarão a se apresentar como benfeitores
e protetores dos pobres e, no exterior, como representantes de seu povo dos
qual, de fato, são usurpadores e algozes.
Conclusões.
No dramático, ímpio, impiedoso e
desumano contesto econômico, social e humano descrito neste Manifesto e publicado
todos os dias em todos os jornais e meios de comunicação: os dignitários das
igrejas que cobram 10%do salário dos pobres para abençoar a pobreza. Os
intelectuais que, do alto do Olimpo dos sábios e imortais, transformado num
Coliseu do qual eles são espectadores e o povo gladiador até a morte. Os
benfeitores dos pobres que nada e nunca nada disseram e fizeram para combater
as causas e os causadores da pobreza. São a quinta coluna e “colaboracionistas”
das forças do mal do nosso país abençoado por Deus, agora um inferno de dor
miséria e sofrimento.
As tiranias disfarçadas de democracia que
oprimem e atormentam os povos do Brasil e da América Latina podem ser
desmascaradas, desbaratadas e vencidas, pacificamente, com um questionamento
sobre o tema: “Democracia é governo do povo numa sociedade de homens livres, o
Brasil e os países da América Latina em que os 70% da população sobrevive
escrava da necessidade, marginalizada e excluída do mercado de consumo, da
sociedade e da condição humana são países democráticos?”.
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A Aldeia Global.
Por um natural processo evolutivo dos meios de produção e
comunicação, o mundo é uma Aldeia Global, sua economia é globalizada e a
democracia é o imperativo categórico para a
paz, a liberdade, o
progresso e a prosperidade do planeta e da humanidade.
A
democracia.
Democracia é governo do povo numa sociedade de homens livres
com a premissa de que a primeira liberdade é a liberdade da necessidade. Sobre
a necessidade, o Dicionário Aurélio
diz: “Aquilo que constrange, compele ou
obriga de modo absoluto”.
Em estado de necessidade, o homem não tem o livre arbítrio e nem
cidadania. O Brasil, em que 70% da população vivem na condição de escravos de
necessidade, excluídos do mercado de consumo, da sociedade e da condição
humana, não é um país democrático. Nenhum país pobre (90% dos países da ONU) é
um país democrático e nenhum país democrático (Austrália, Canadá, Coréia do
Sul, Israel, Japão, Estados Unidos e União Européia) é um país pobre. Se
eleições fossem sinônimo de democracia, Fidel Castro e Saddam Hussein, eleitos
por unanimidade, seriam sua mais alta expressão. Se democracia fosse um conceito
subjetivo, todo demagogo seria seu campeão. Se comer três vezes ao dia for
cidadania, todo frango seria cidadão. Se o Brasil
fosse um país democrático, 179 milhões e 900 mil brasileiros teriam 179 milhões
e 900 mil razões para amaldiçoar a democracia. Para 100 mil adeptos à política,
seus apoiadores, clientes e servos, a situação no país está de bom tamanho e
com um futuro promissor e farto.
O socialismo.
Demagogos e hipócritas desfraldam a bandeira do socialismo. Na
verdade, a idéia de Lênin de que “O socialismo é a criatividade vivente das
massas” não é verdadeira, como demonstrado pela sua falência total nos países
em que foi instituído. E também nas vinte primeiras páginas do livro
Perestroika, do ex-Presidente da União Soviética Mikhail Gorbachev,que diz: “O
desinteresse, a negligência e indiferença são a característica dos
trabalhadores da União Soviética”. Portanto, é demonstrado que o socialismo
está fora da medida do homem e a democracia continua sendo “O pior governo
depois de todos os outros”. Todos os que viveram o socialismo não têm nenhuma
saudade dele.
Num mundo de diversos a idéia de uma sociedade de iguais é
absurda e estulta.
O Debate do
Século.
É tempo da consciência de que o ponto de partida, o fundamento
primeiro de qualquer proposta ou projeto político, econômico ou social, deve
ter como premissa a realidade de uma sociedade democrática sem a qual toda
proposta é manifestação de boas intenções, são devaneios e delírios de
demagogos, falsos profetas e “messias” em busca de aplausos, votos ou da
beatificação.
A tese de que o Brasil não é um país
democrático teve como seus grandes precursores o Presidente Lula com a sua
“Caravana da cidadania” e o seu discurso numa Conferência da Internacional
Socialista, quando disse: “A nossa democracia exclui dezenas de milhões de
homens e mulheres da cidadania” (!?). Outra personagem ilustre que ratifica a
impossibilidade de o Brasil ser um país democrático é o intelectual,
ex-governador, ex-ministro do Governo Lula e agora candidato à Presidência da
República, Cristovam Buarque, com sua campanha abolicionista da escravatura
durante os últimos 10 anos. As duas libertárias campanhas foram
encerradas no mesmo dia em que o partido deles assumiu o poder.
Nada podemos esperar de políticos, poetas e cantores, falsos
patriotas que cantaram hinos de glória e liberdade à democracia e agora
silenciaram seu canto e sua musa pagos pela mudança de nome da tirania e porque
eles e seus amigos e parentes se arrumaram num bom emprego. É necessário convocar
a sociedade como um todo: grandes e pequenos empresários, operários e
profissionais de todas as artes e ciências, intelectuais e estudantes,
trabalhadores rurais e latifundiários e todos os que trabalham e produzem devem
se mobilizar para promover, em todos os centros culturais, universidades,
sindicatos e associações industriais e comerciais, debates e conferências sobre
os temas: “Democracia é governo do povo numa sociedade de homens livres: o
Brasil, em que 70% da população vivem em estado de necessidade, excluídos do
mercado de consumo, da sociedade e da condição humana, é um país democrático?”
e “Por
que o Brasil, que até o fim
dos anos 50 foi uma meta para todos os povos do mundo, é hoje terra de
emigrantes, pobreza, miséria e terror?”.
O contexto político, econômico e social do
Brasil.
O Brasil é um país que já foi a terra prometida, uma meta para
todos os povos do mundo; hoje, por mão e obra de sua classe política, é terra
de emigrantes, de miséria e terror. Os políticos se instituíram em classe em si
e para si sem mais nenhum vínculo com os interesses do país e do povo,
ressuscitaram o Feudalismo em versão eleitoral com Príncipes e Barões, senhores
do bem e do mal, da vida ou da morte civil dos cidadãos. Sem o seu consenso e
recomendação, ninguém terá um emprego ou uma encomenda de trabalho para sua
empresa. Estabelecem para si salários e benefícios de mais de 200 vezes o
salário dos operários e, em 4 anos de mandato, recebem o mesmo que um operário
em 1.200 anos de trabalho. Vereadores de pequenos e depauperados municípios do
interior (normalmente analfabetos há 4 gerações) recebem salários e benefícios
4 vezes superiores à remuneração de um Professor, com Doutorado, de uma
Universidade Federal. Para sustentar mastodônticas e monstruosas estruturas
burocráticas clientelares, com fins eleitorais, os governos dos últimos 50 anos
contraíram uma dívida social que nem os orçamentos dos Estados Unidos e da
União Européia, juntos, conseguiriam sanar em 20 anos. Num conluio absurdo,
imoral e insensato com o capital financeiro, contraíram dívidas pela quais
pagamos ao capital financeiro 400 milhões de juros por dia (2 vezes o custo da
Guerra do Iraque para os Estados Unidos). As crianças
brasileiras, quando nascem, choram desesperadamente ao saber que têm uma dívida
de 8 mil reais com o capital financeiro. Os impostos são os mais
altos do mundo e, por conseqüência, nossos produtos manufaturados não podem
competir no mercado mundial. O desemprego e a falência das empresas são
generalizados. O salário tem o menor valor em todos os tempos. Em São Paulo, há
um assalto a cada 6 segundos e, no Brasil, um assassinato a cada 10 minutos
(maior que o número de assassinados pelo terrorismo em todo o Oriente Médio e
na Guerra do Líbano). Os presos nas cadeias e os jovens que atuam no trabalho
escravo ou na prostituição são categorias de privilegiados. Depois de 10 anos
sem conceder aumento ao funcionalismo público, em 22 de dezembro de 2005 (em 2
minutos), o Congresso aumentou o salário dos parlamentares em 52% e, em março
de 2003, aumentou os benefícios em 73%. Em 15 de janeiro de 2005, na eleição
para a Presidência da Câmara, um deputado desconhecido que prometia dobrar o
salário dos parlamentares recebeu 2/3 dos votos. Os comunistas, os neoliberais,
os progressistas e os conservadores e todos embolsaram o furtado e saíram por
aí gritando que a culpa de todos os males do Brasil é de Severino Cavalcanti e
dos americanos. Depois disso, a imoralidade do mensalão, dos sanguessugas e
mais 100 falcatruas, subornos, subornados e mais mil imundícies são efêmeras e
insignificantes amenidades.
Empresários
e intelectuais.
A característica dos
empresários brasileiros é de ser que nem mulher de malandro: gosta de apanhar e
a dos intelectuais a de chorar os males sem dizer nada de suas causas.
O Governo
paralelo.
Um ex-Ministro do Supremo Tribunal Criminal já declarou e é
verdade: “As periferias são governadas por um governo paralelo, ou seja, 30% da
população é governada pela criminalidade organizada” que, em protesto pela
morte de um de seus líderes, declara o toque de recolher, o fechamento do
comércio, dos postos de saúde e põe fogo em dezenas de ônibus junto de seus
passageiros.
O Comandante do Governo Paralelo (PCC), em entrevista concedida
no presídio à imprensa, declara “... se bobear, os políticos, vão roubar até
o PCC”.
No século passado a imprensa foi definida “O 4º Poder”; hoje, no
Brasil o 4º poder é o da criminalidade organizada.
Nos países democráticos TODOS os que têm 18 anos têm seu carro
e computador, vivem numa casa com ar condicionado no verão e aquecimento no
inverno, a família tem casa de campo e passa 20 dias na praia, os solteiros vão
de turismo sexual no América Latina. Os políticos recebem, entre salários e benefícios,
11 vezes o salário de um operário não especializado e patrocinar a contratação
de um funcionário sem concurso constitui motivo para perda de mandato.
No Brasil, mais da metade da população, vive em barracos sem
instalações higiênicas e depende de uma bolsa de alimentos doada pelo
Presidente da República para sobreviver vegetando. Os políticos recebem, entre
salários e benefícios, 200 vezes o salário de um operário.
Nos países democráticos a desigualdade
social não é um problema para ninguém. Nos países pseudodemocráticos como é o
Brasil é um crime que clama justiça ao céu e, na terra, a revolta dos homens de
bem.
A caridade e a solidariedade.
No atual contexto político do Brasil, se os empresários pagassem
o dobro de imposto e doassem aos pobres todos os seus lucros, os caridosos e
defensores dos pobres que nunca e nada fizeram para combater as causas e os
causadores da pobreza promovessem dez campanhas Criança Esperança por mês,
todos os menos pobres fizessem a caridade aos mais pobres, os países
democráticos do mundo perdoassem todas as suas dívidas, concedessem todos os
empréstimos, sem cobrar juros que o governo do Brasil pedisse e construíssem um
“alimentoduto” de 10 metros
de diâmetro para alimentar os pobres, os políticos aumentariam, ao infinito,
seus salários e investimentos no assistencialismo eleitoral, mas em nada
mudaria a condição de pobreza, miséria e desespero do povo.brasileiro.
“O melhor”.
Em 2002, no desespero o povo brasileiro levou, nos braços, o
operário, iletrado e “socialista”, grande admirador de Fidel Castro, Luiz
Inácio Lula da Silva, à Presidência da República. No seu governo, a corrupção e
o assistencialismo com fins eleitorais foram eleitos programa de governo e modo
de governar; “graças” a ele hoje o povo brasileiro é um povo de pedintes e
assistidos e o Brasil é a terra prometida para banqueiros e aventureiros de
toda espécie. Mesmo assim, o seu governo é o melhor governo dos últimos 50 anos
e “ELE” é o melhor candidato para as eleições de 2006. Com ele o Brasil dará os
passos derradeiros para ser, junto do Paquistão e da Bolívia, o país da maior
tragédia econômica, social e humana do mundo. A imprensa se preocupa em
explicar o fenômeno do “lulismo”. Na verdade não se trata de um fenômeno mas do
fato que o Presidente e candidato Lula
oferece uma banana para 3 refeições por dia e os demais candidatos nem isso
oferecem.
O Tribunal Internacional.
No Brasil, devido a uma insuficiente alimentação e à precariedade
das condições higiênico-sanitárias em que vivem, mais de 500 crianças morrem
todos os dias e milhões sofrem conseqüências irreversíveis a suas faculdades
intelectivas (parecer dos cientistas). Por isso, como exemplo, o Presidente
Lula e todos os ex-presidentes vivos dos últimos 50 anos deveriam ser conduzidos
ao Tribunal Criminal Internacional para serem julgados pelo crime de “genocídio
branco” (sem violência física), assim como Milosevic estava sendo julgado, pelo
mesmo crime, praticado com a violência das armas.
A educação.
Nos anos 50 a Argentina e o Uruguai eram os países
mais alfabetizados do mundo. Isso não impediu a tragédia social e humana desses
países e em Cuba onde foi montado um circo de ilusionismo todos os jovens têm
um Diploma Universitário; ao entardecer, as moças (chamadas pelos cubanos de
“jineteras” - boas de montaria) colocam, na bolsa, meia dúzia de preservativos
e o diploma de Relações Públicas e vão passear na praia à procura dos operários
dos países democráticos em turismo sexual; magro consolo é o fato de que as de
Santo Domingo e as do Brasil nem bolsa têm.
O primeiro e grande valor da educação é ensinar aos filhos e aos
alunos que a liberdade e a democracia são os primeiros fundamentos para eles
viverem como homens.
. Progresso ou regresso?
Os discursos néscios e as esfarrapadas bandeiras dos políticos
dos últimos 50 anos em que se indicaram: a construção de Brasília; fictícios e
efêmeros milagres econômicos; milagrosos planos
de inverno e verão; o combate ao mal da inflação com o mal maior da recessão e
agora de bolsas cheias de qualquer coisa e de nada para todos e para ninguém
são, de fato, um deprimente, vergonhoso, indigno e sorrateiro espetáculo de
falsidade ideológica e demagogia. A verdade é e os fatos são que: frente ao
progresso dos países democráticos do mundo (Austrália, Canadá, Coréia do Sul,
Estados Unidos, Israel, Japão e União Européia), o Brasil acumulou um atraso de
anos-luz. Na verdade, o povo brasileiro deve lutar para “avançar” rumo à
condição política, econômica e social do Brasil em 1956, com relação aos países
democráticos do mundo. O triunfalismo dos políticos no poder, vangloriando o
sucesso das exportações, de sermos auto-suficientes em petróleo, os maiores
exportadores de alimentos do mundo, do Brasil potência mundial, de recuperação
da economia e do combate à fome e à miséria investindo 30 bilhões em
bolsa-escola e bolsa-família, de 7 milhões de brasileiros terem passado da
classe pobre para a classe média, ou seja (de acordo com o Dicionário Aurélio),
à burguesia, são infâmias, quando muito, delírios patéticos, sonhos de gente de
boa vontade lembrando que: “De boa vontade está cheio o céu e... o inferno
também”.
0
antiamericanismo a priori.
O
antiamericanismo a priori é uma característica das forças antidemocráticas: os
políticos dos países subdesenvolvidos, os líderes do terrorismo e os governos
dos países democráticos.
Na verdade, os Estados Unidos não são um país imperialista, mas
sim um país capitalista assim como são a França, a Noruega, a Suíça e o
Vaticano. A diferença está na dimensão e não nos princípios e preceitos. Sem os
Estados Unidos, não haveria democracia no mundo, a Alemanha hitlerista e o
Imperialismo japonês governariam e os inimigos da democracia não teriam
oponentes.
A campanha eleitoral.
Na campanha eleitoral os candidatos saem do contexto
ético e moral quando se vestem de mestres de obras e prometem fazer grandes
obras ou informam que “nos últimos anos, 7 milhões de brasileiros passaram da
classe pobre à classe média” (de acordo com o Dicionário Aurélio, a classe
média corresponde à burguesia).
Nenhum candidato apresentou um programa de como moralizar a
política e fazer a reforma agrária.
Saber ou não saber.
Em entrevista à Rede Globo, o candidato Lula, questionado se
sabia ou não do caixa 2 e da “tsumani-roubalheira” do mensalão, programada pela
cúpula do seu partido (7 pessoas), respondeu seco, direto e claro: “Eu tenho 1
milhão e 200 mil funcionários. Como é que Eu vou saber o que faz cada um
deles?”. Na verdade, meses antes, na França, havia declarado: “esse aí, no
Brasil, é normal!”. Dois dias depois, o seu Primeiro Ministro, coração e alma
do seu partido, disse: “No Brasil isso é prática milenar!”.
O candidato Lula foi um grande líder sindical, mas um
profissional despreparado, demonstrado pelo acidente que o mutilou, e um
desastroso Presidente da República, devido a ter levado o “País do Futuro” a
ser um país do Passado ... remoto.
Das soluções.
Esclarecido não ser o Brasil um país democrático, deve-se
promover um Movimento Cívico para a Democracia que declara, de imediato, o
estado de emergência econômica e política do país e convoca o exército para
assumir o poder por um período de um ano, no qual serão suspensas todas as
atividades parlamentares e convocadas novas eleições, nas quais o voto será
impessoal a uma legenda que apresenta um programa de governo e não a um
candidato que propõe distribuir merendas a 40 milhões de famintos e emprego a
dezenas de milhões de desempregados para serem ocupados em trabalhos inúteis em
cargos inventados remunerados com salários de fome.
Os primeiros fundamentos de um Brasil Democrático são:.
1. Registrar, no mundo, uma
organização sem fins lucrativos para divulgar nossa proposta.
- Inserir o Brasil no contexto dos países democráticos é
imprescindível para os países da civilização ocidental e para a economia
mundial.
2. Organizar a política e a
administração pública no modelo dos países democráticos.
- O Brasil é, virtualmente, a segunda potência econômica da
civilização ocidental. Suas raízes e cultura são incindíveis da essa
civilização, portanto, é um absurdo histórico, fatal para o mundo, não adotar
os mesmos princípios e parâmetros na organização e administração da sociedade
(salários e benefícios dos parlamentares nos países democráticos nunca são
superiores a 11 vezes o salário de um operário não especializado).
3. Efetivar a reforma
agrária em terras produtivas e irrigáveis reservando 10% do orçamento nacional
para essa reforma.
- O Brasil, depois da Argentina, tem a maior concentração da
população urbana do mundo, maior que a dos Estados Unidos, França, Itália e
demais países da União Européia.
A ausência de qualquer projeto de reforma agrária faz crescer a
população das periferias “governadas por um governo paralelo”, ou seja,
governadas pela criminalidade organizada. Os orçamentos dos últimos 20 anos
previam e prevêem uma despesa de 4 bilhões para as despesas do Congresso
(salários e benefícios dos parlamentares) e... 1 bilhão e 400 milhões para a
reforma agrária. Os governos do Presidente Lula e de FHC o apresentaram, o
Congresso aprovou e aprova e a nossa “passionária” (Heloísa Helena) preferiu e
prefere não tomar conhecimento deste fato tão “insignificante”.
4. Depois de efetuado o
indicado nos pontos 2 e 3, declarar o Estado de Emergência Econômica, a
Autarquia da Economia, suspender o pagamento de todos os juros ao Capital
Financeiro e pedir aos demais países da civilização ocidental a instituição de
um novo Plano Marshall.
- Para os credores é mais interessante suspender o pagamento dos
juros por um projeto de recuperação da economia do que a falência total da
economia dos devedores.
5. Juntamente com a campanha
“Fome Zero”, promover a campanha “Imposto Zero”.
- Ao reduzir os mais altos impostos do mundo, o Brasil poderá
exportar macarrão para a Itália, relógios para a Suíça e brinquedos para a
China. Ao humanizar o Brasil, o país voltará a ser a meta preferida de 100
milhões de turistas.
A vontade
do povo.
Uma demonstração da vontade e da disponibilidade do povo brasileiro de lutar e vencer a política sorrateira e infame que visa transformar o povo numa massa de mendigos, assistidos e pedintes foi a candidatura do Doutor Enéas Carneiro, que, ao gritar seu nome e criticar, em absoluto, a classe política, nas eleições para Presidência da República de 1994, obteve 5 milhões de votos e se colocou no 3º lugar (na frente de Ulisses Guimarães e de Leonel Brizola). Se tivesse apresentado um programa concreto para a recuperação da economia moralizando a política e fazendo uma verdadeira reforma agrária, seria, hoje, Presidente Vitalício do Brasil e o Brasil um país de primeiro mundo.
Pedimos a todos participarem do nosso Fórum e enviar-nos seus comentários e sugestões.
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Anexos

Em 11 de setembro 2001 o mundo conheceu o
aspecto bestial da mente humana. O ato terrorista, em si, foi um ato criminoso,
macabro e ímpio. Absurdo e monstruoso é que os povos islâmicos o festejaram em
delírio e por unanimidade.
A civilização
ocidental deve defender sua sobrevivência impondo aos países que dão apoio
direto ou indireto ao terrorismo, ou pretendem fabricar armas químicas e de
destruição em massa, inspeções sobre essas organizações e instalações. A recusa
ou limitações a essas inspeções deve ser considerada um ato de guerra a ser
combatida de modo radical com todas as forças e todas as armas, porém, sem
ocupar militarmente territórios por um tempo superior ao necessário para a
destruição dessas organizações e instalações.
Anexo 2

A revista Veja (a
revista de maior circulação no Brasil), em 08 de novembro de 1995, publica um
gráfico comparando os salários dos parlamentares brasileiros com os vigentes
nos países democráticos e comenta: "...
os Parlamentares brasileiros, em relação à renda per cápita, recebem quantias
astronômicas". Cabe esclarecer que, quando seus salários são
comparados com o dos 80% dos trabalhadores e aposentados, recebem quantias indecentes, imorais e criminosas.
NB. O artigo informava que o grupo de
parlamentares formado por José Aníbal, do Partido Social Democrático do
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; Miro Teixeira do Partido Democrático
Trabalhista de Leonel Brizola (Presidente da Internacional Socialista) e
Inocêncio de Oliveira, do Partido da Frente Liberal, tinha como líder o deputado
Jaques Wagner, do Partido dos Trabalhadores do atual Presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva.
Anexo 3

O JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO de 19/12/02 e ESTADO DE MINAS de 28/02/03, escreve:
Os funcionários públicos do Brasil estão
há oito anos sem receber aumento de salário. Em 19 de dezembro de 2002, os
parlamentares, em dois minutos, aumentaram seus salários em 54% e em 28 de
fevereiro de 2003 aumentaram os benefícios em 71%. Num total vão receber mais
de 20.000 dólares por mês, correspondente a 250 vezes o salário de 80% dos
trabalhadores e aposentados do país.
Nem o eleito
Presidente "progressista" e socialista Luiz Inácio Lula da Silva, que
faz grande campanha contra a fome, nem políticos de qualquer tendência, "no global", mecenas e filantropos,
Bispos, Cardeais e Papa e todos aqueles que dizem lutar em defesa dos pobres
sem nada fazer para vencer a pobreza, disseram uma palavra. Depois disso NENHUM
deles tem direito de falar em nome dos pobres, ou de DEUS.
Anexo 4

Comentando o discurso
de fim de ano do Presidente da República do Brasil de que: "Nos últimos
anos fizemos grandes progressos", a revista VEJA em 24/01/20001, escreveu:
"Nos últimos dez anos, a população das periferias das grandes cidades
(definidas por nós como terras sem lei de pobreza, miséria e indignidade
humana, ante-sala do inferno) cresceram em 30%. O Ministro do Supremo Tribunal
de Justiça declara: "As periferias
são governadas por um governo paralelo", ou seja: governadas pela
criminalidade organizada.
Anexo 5 - O populismo assistencialista,
câncer da democracia e da economia -

Progressistas e
conservadores demonstram o vazio de idéias e programas de governo quando, em
outubro de 1999, os dois líderes, dos "progressistas" e dos
conservadores, se abraçam (ver foto) para reafirmar o seu pleno acordo sobre um
plano para eliminar a pobreza e a miséria no Brasil. O projeto previa:
"... a instituição de um imposto
para criar um fundo que permita dar a cada pobre 40 centavos por dia durante
400 dias, e assim... acabar com a pobreza no Brasil".
À esquerda, na foto, o
ex-metalúrgico e sindicalista, já recebido várias vezes pelo Papa como
representante máximo dos "progressistas" da América Latina, o mesmo
que, em 13 de março de 1996, no anfiteatro da Universidade Católica de Minas
Gerais - Brasil, respondendo a nossa pergunta: "O que Vossa Excelência pensa do escandaloso salário dos
Deputados?", respondeu: “Eu não
acho que salário de Deputado (na época ele era Deputado) seja indecente, eu acho que 8.000 (oito
mil) dólares por mês de salário base... até não é muito!". Na época, o
salário de 80% dos trabalhadores e aposentados era de 80 (oitenta) dólares por
mês, correspondente a 1% do salário
dos parlamentares. Há de se observar que o salário-base representa a mínima
parte da remuneração dos parlamentares.
Anexo 6

O mais importante jornal do Estado de Minas Gerais (Brasil), em 07 de janeiro de 2002, publicou a notícia de que: "Deputados do Estado de Minas Gerais usaram o incinerador para queimar notas fiscais que demonstravam que o dinheiro recebido para ser doado a instituições filantrópicas era desviado para suas contas pessoais ou utilizado para sua campanha eleitoral”.
Anexo 7

Em 23 outubro 2003 o
jornal |Diário da Tarde (Belo Horizonte), noticia que os Deputado Estaduais
membros da mesa diretora da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais
recebem mais de 100 mil Reais (34.000,00 U$ Dólares) por mês, correspondente a
520 vezes o salário do 80% do trabalhadores e aposentados do país, entre os
citados está o Deputado Duraval Ângelo do Partido dos Trabalhadores do
Presidente Lula do programa FOME ZERO e do slogan: “O nome da paz se chama justiça social
Anexo 8

– O, -JORNAL DO
BRASIL- em 10 de abril de 2003.
Na América Latina, os
índices de violência superam a imaginação. Em um ano, morrem assassinadas mais
pessoas do que militares e civis americanos, franceses, ingleses e italianos
durante os seis anos da Segunda Guerra Mundial. Em São Paulo acontece um
assalto a cada 06 segundos. Em 09 de abril de 2003, na cidade de Rio de
Janeiro, em protesto pela redução do horário de visita dos advogados aos presos
nas penitenciárias, 09 ônibus foram atacados com metralhadoras e granadas e,
depois, incendiados; granadas foram lançadas contra os negócios que não
acatavam o toque de recolher proclamado pelo comando dos traficantes.
Anexo 9

Em 07/10/03, a Rede Globo de
Televisão apresentou uma reportagem mostrando a falta total de
saneamento para 70 milhões de brasileiros.
Este é o retrato da sociedade dos
países da América Latina. O nosso Manifesto diz quais são as causas, quem
são seus causadores e quais as soluções.
Anexo 10

Em setembro de 2003, o Brasil e a
Índia lideraram um grupo de 21 países subdesenvolvidos num protesto contra as
barreiras alfandegárias dos países
industrializados para os produtos agrícolas dos países subdesenvolvidos.
Na verdade, quem tem benefícios com a exportação de produtos agrícolas são os
latifundiários e não os povos dos países subdesenvolvidos. É difícil imaginar
que os pequenos agricultores da Itália
e da França, que receberam a terra através da reforma agrária e pagaram com o seu trabalho, aceitem a
concorrência dos produtos agrícolas dos
latifundiários dos países da América
Latina e dos Marajás da Índia.